domingo, 31 de julho de 2011

AS PERGUNTAS MAIS IMPORTANTES DA VIDA (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)



Durante a vida, o homem faz muitas perguntas, porém as perguntas mais importantes são as que fazemos acerca da Salvação.

Em toda a Bíblia existem mais de mil perguntas, porém, neste comentário, queremos destacar três perguntas na Bíblia acerca da Salvação.


I – “QUEM PODE SER SALVO?” (Mc 10.26)

Muitas pessoas dizem: “Ninguém pode dizer que é salvo”.

Primeiramente, queremos esclarecer que, segundo a Bíblia, todos nós precisamos ser salvos da condenação eterna, pois todos os homens estão mortos espiritualmente, em seus delitos e pecados (Ef 2.1; 1 Co 6.9-10; Ap 21.8). As boas novas de Salvação consiste justamente no fato de que Jesus Cristo veio ao mundo para nos salvar desta terrível condenação (Jo 3.16-18; Lc 19.10; Ap 22.14).

Não obstante, muitos pessoas afirmam que ter certeza de salvação é algo impossível de ser aceito. Todavia, a Palavra de Deus nos mostra que a Salvação não é apenas necessária como também é exequível através da ação de Deus em nossas vidas.

A Salvação é possível, pois é um fato.

- Deus é poderoso para salvar (Is 63.1);

- O profeta Jeremias orou: "Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo" (Jr 17.14);

- O apóstolo Paulo disse que "a Palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (I Co 1.18);

- Paulo ainda nos incentiva a crer para a Salvação quando disse "pela Graça sois salvos, por meio da fé" (Ef 2.8)

Além disso, a Salvação é possível a todos os pecadores:

- Deus quer que todos os homens sejam salvos (I Tm 2.4);

- A Graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11);

- O Evangelho é o poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).


II – “SÃO POUCOS OS QUE SÃO SALVOS?" (Lc 13.23)

Ao responder essa pergunta, Jesus foi taxativo: "Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão"(Lc 13.24).

Muitos não poderão entrar, não porque Deus queira excluir alguém do Céu, e sim porque muitos não querem abandonar os seus pecados. No Céu não entra pecado (Ap 21.27).

Estreita é a porta e apertado o caminho (Mt 7.13-14), porque:

- A Salvação exige renúncia: "Disse Jesus: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mt 16.24)

- A Salvação exige arrependimento e conversão: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam cancelados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor" (At 3.19).

- A Salvação exige confissão pública de fé, pois disse Jesus: "Todo aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está no Céu. Mas todo aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está no Céu" (Mt 10.32-33).


III – “O QUE DEVO FAZER PARA SER SALVO?” (At 16.30)

A resposta é: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” (At 16.31). Deus quer salvar não apenas a você, mas também a toda sua família. Creia no Senhor Jesus e também leve os seus entes queridos a também receberem a Salvação.

É salvo quem crê como diz a Escritura (Jo 7.38), e para a Bíblia, crê em Deus implica em obedecer aos seus mandamentos, pois somos salvos para a obediência da fé (Rm 1.5).

Outrossim, Para sermos salvos devemos crer no Senhor Jesus – Você tem fé em quem? Só Jesus é o Salvador:

- Ninguém pode colocar outro fundamento para a Salvação, que não seja Jesus (I Co 3.11);

- O apóstolo Pedro disse: "E em nenhum outro há Salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos"(At 4.12);

- Somente Jesus tem poder para salvar, pois Ele mesmo disse: "Todo o poder me foi dado, no céu e na terra"(Mt 28.18);

- Paulo disse: "Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (I Tm 2.5)

Por fim, amados, convém dizer que para sermos alcançados pela Salvação de Deus, não devemos apenas crer e ter Jesus como nosso Salvador, mas também devemos crer e ter Jesus como nosso Senhor (I Co 12.3).

Devemos ter Jesus como Salvador, ou seja, aquele que nos salva e perdoa nossos pecados. Mas também devemos ter Jesus como o nosso Senhor, isto é, aquele a quem servimos e obedecemos de coração.

Amado visitante deste site, uma vez que você chegou a ler essas modestas e breves linhas, peço que também aplique essas três grandes perguntas e suas respostas em seu coração. Se você ainda não fez a sua decisão pública para servir a Jesus, faça agora mesmo e receba a poderosa Salvação que Deus, de graça, nos oferece.

Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação (Romanos 10.9-10).



quarta-feira, 29 de junho de 2011

O SOAR DA ÚLTIMA TROMBETA (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)




Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar da última trombeta. Pois a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (1 Coríntios 15.51-52)


Na passagem supracitada, a vinda de Jesus está relacionada ao soar da "última trombeta". Mas que trombeta é esta?


Antes de tudo, convém dizer que a volta de Jesus é um dos assuntos mais solenes e importantes da Bíblia. De Gênesis à Apocalipse se fala na pessoa de Jesus. Mas, enquanto dezenas de passagens descrevem a primeira vinda do Messias, para nascer e morrer em nosso lugar, outras centenas de versículos bíblicos se ocupam com a mensagem de que Jesus voltará!


Para se ter uma idéia de como esse assunto é importante, saiba que a volta de Jesus é mencionada 1.845 vezes em toda a Bíblia, sendo 1.527 no Antigo Testamento e 318 no Novo Testamento.


Por ocasião da volta de Cristo para arrebatar sua Igreja, o apóstolo Paulo vaticina que "o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus" (1 Ts 4.16). Novamente, o apóstolo faz menção da trombeta, quem sem dúvida é a mesma que é citada na Carta aos Coríntios, na passagem bíblica que abre este comentário.


A Bíblia menciona muitos instrumentos musicais, contudo o mais citado é a trombeta. Na Antiga Aliança, os toques das trombetas já eram muito importantes: Israel marchava ao toque das trombetas; os sacerdotes em várias solenidades tocavam as trombetas.


Vemos, no Livro de Números, que havia duas trombetas de prata, que eram tocadas em várias ocasiões especiais:


1)Eram tocadas para a convocação da congregação do deserto: quando ambas eram tocadas, então toda a congregação era convocada; quando apenas uma era tocada, somente os princípes (maiorais de cada tribo) eram convocados (Nm 10. 2-4);


2)Eram tocadas para a partida dos arraiais das tribos de Israel: quando eram tocadas retinindo, partiam os arraiais alojados da banda do oriente; e na segunda vez que eram tocadas retinindo partiam os arraiais da banda do sul (Nm 10.2, 5-6);


3)Eram tocadas também retinindo quando os israelitas iam à peleja contra os seus inimigos (Nm 10.9): ocorreu, por exemplo, quando o povo de Israel conquistou a cidade de Jericó (Js 6.16) e quando Gideão, com seus trezentos homens, pelejou contra os midianitas (Jz 7.20);


4)Eram tocadas em ocasiões festivas: nas solenidades, nos princípios dos meses, nos dias de alegria para o povo, e sobre os holocaustos e os sacrifícios pacíficos que eram oferecidos a Deus (Nm 10.10).


Outrossim, se ouvia o toque de trombeta em ocasiões de juízo divino (Am 3.6) e quando era anunciado o advento de um novo rei (1 Rs 1.39).


A simbologia é tão forte que a Bíblia diz que ao proclamarmos a Palavra de Deus devemos levantar a voz como trombeta (Is 58.1; Jl 2.1).


Na Epístola aos Colossenses, o apóstolo Paulo nos ensina que as solenidades e cerimônias da Antiga Aliança são "sombras das coisas futuras" (Cl 2.17). Daí que os toques de trombetas prefiguravam eventos também futuros.


Da mesma forma que os filhos de Israel partiam do seu acampamento ao toque das trombetas, quando a trombeta de Deus tocar a Igreja partirá deste mundo para entrar na Canaã Celestial!
Da mesma forma que as trombetas eram tocadas em ocasiões de festa e de alegria, assim também a trombeta de Deus será tocada para anunciar o início da época mais feliz da Igreja de Deus: a época em que estaremos para sempre com o Senhor!


Da mesma forma que se ouvia o toque de trombeta para anunciar a posse ou a chegada de um rei, também os redimidos ouvirão o soar da trombeta de Deus anunciando a chegada do Rei dos reis e Senhor dos senhores para arrebatar a sua Igreja!


A Bíblia diz que tudo o quanto foi escrito no Antigo Testamento, para o nosso ensino e esperança foi escrito (Rm 15.4). De fato, o soar da última trombeta fala da esperança da Igreja.


Enquanto o mundo se fecha dentro de um fatalismo histórico, sem expectativas, sem futuro, a Igreja caminha neste mundo com uma esperança (I Ts 4.13-18; I Co 15.19; Fp 3.20-21; I Jo 3.3).


Mas porque a trombeta do arrebatamento da Igreja é chamada de "a última trombeta"?


É chamada de a última trombeta porque assinala o fim da Dispensação da Graça e da Era da Igreja aqui na Terra (Am 8.11).


Não podemos confundir essa trombeta com as sete trombetas que serão tocadas por sete anjos, e são mencionadas no livro de Apocalipse. As sete trombetas não anunciam a volta de Jesus para arrebatar a sua Igreja, mas são anunciadoras dos juízos de Deus que serão derramados no mundo durante o período terrível da Grande Tribulação (Ap 8-11).


A última trombeta da Dispensação da Graça será tocada por ocasião do advento, do regresso de Cristo à Terra para nos levar consigo para as Mansões Celestiais, para o Santo Reinado.


No entanto, muitos estarão desapercebidos quando a última trombeta ressoar. Segundo a Bíblia, quando a trombeta do arrebatamento tocar, haverá:



1)Surpresa


Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao Dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o Dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem (Mt 24.36-39)


2) Separação


Estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e a outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado (Lc 17.34-36)


Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve (Ml 3.18)


Amados irmãos, que estejamos preparados para o dia da volta de Jesus. Que todos os dias possamos viver em obediência à Sua Palavra, e assim, conservarmos a sublime esperança de que não ficaremos confundidos, mas que seremos, pela infinita misericórdia de Deus, arrebatados para encontrarmos com o Senhor nos ares, quando a última trombeta soar!
Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!


Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Ts 4.18).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O JUÍZO DAS NAÇÕES E O JUÍZO FINAL (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)


É comum muitos leitores da Palavra de Deus, e até pregadores, fazerem confusão entre o Juízo das Nações e o Juízo Final, como se fossem o mesmo evento.

No entanto, são dois eventos distintos que ocorrerão em épocas diferentes.

O Juízo das Nações foi vaticinado por Jesus, no Sermão do Monte das Oliveiras e está registrado no Evangelho de Mateus cap. 25, vs. 32 ao 43. Esse evento ocorrerá após a Grande Tribulação, quando Cristo vier com poder e grande glória, já com a Igreja (que havia sido arrebatada), para derrotar o Anticristo e estabelecer o seu reino milenial. O Juízo das Nações também é chamado de Juízo do Trono da Glória de Cristo.

Por sua vez, o Juízo Final foi revelado ao apóstolo João no livro de Apocalipse cap. 22, vs. 11 ao 15. Ocorrerá após o reinado de mil anos de Cristo sobre a Terra. Nesse juízo há basicamente dois critérios a serem examinados: as obras e o registro no Livro da Vida. Analisando o texto sobre o Juízo Final, vemos que há outros livros (Ap 20.12). Esses livros, ao que tudo indica, contém a descrição das obras de todos os homens, enquanto vivos. A Bíblia diz que os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos livros, segundo as suas obras (Ap 20.12). O julgamento será individual, pois será segundo a obra de cada um. Após esse julgamento segundo as obras, será verificado se o nome da pessoa consta no Livro da Vida.O castigo eterno no lago de fogo será aplicado a quem não tiver seu nome inscrito no Livro da Vida (Ap 22.15). O Juízo Final também é chamado de Juízo do Grande Trono Branco.

Em suma, apontamos as seguintes distinções entre os dois eventos:

JUÍZO DAS NAÇÕES

JUÍZO FINAL

Texto: Mt 25.31-46

Texto: Ap 22.11-15

Época: após a Grande Tribulação

Época: após o Reino Milenial

Local: Terra

Local: fugiram a terra e o céu

É o juízo do trono da glória de Cristo

É o juízo do grande trono branco

Julgados: as nações gentílicas

Julgados: os mortos

Não há menção de livros

Serão abertos os livros

Vemos três classes de pessoas: “ovelhas”, “bodes” e “irmãos”.

Há referência a uma só classe de pessoas: os mortos

Não há menção de ressurreição, pois os participantes serão os gentios vivos, que sobreviveram à Grande Tribulação.

Haverá a segunda ressurreição, pois os participantes serão os ímpios de todas as épocas.

Base do julgamento: tratamento para com os “irmãos” de Cristo, isto é, Israel e servos de Deus perseguidos na Grande Tribulação.

Base do julgamento: as coisas escritas nos “livros”, segundo as obras e o registro do nome no Livro da Vida.


Amados, sabemos que mediante a graça de Deus e permanecendo na obediência da fé em Cristo não estaremos sob qualquer condenação.

Repousamos na promessa bíblica que nos assegura: "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.1).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

QUANDO NOSSAS OBRAS NÃO SÃO PERFEITAS EM DEUS (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)

"Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus"

(Apocalipse 3.2)


Na passagem bíblica acima, o Senhor Jesus diz que as obras da igreja em Sardes não são perfeitas diante de Deus. Notem que os cristãos de Sardes não haviam cessado de fazer obras para Deus. O problema era que as obras que faziam é que não estavam perfeitas em Deus.

Alguém pode ser obediente aos mandamentos de Deus sem inteireza de coração (2 Rs 25.2). Inclusive, Jesus disse que é até possível uma pessoa adorar a Deus em vão (Mt 15.9). Devemos ter o cuidado para que não ocorra que a nossa oferta ao Senhor deixe de ser recebida (Mt 5.23-24).

Mas, quando é que nossas obras e ofertas ao Senhor não são consideradas agradáveis a Ele?

Resposta: as nossas obras não são perfeitas em Deus quando somos infiéis e assim desonramos ao Senhor com uma fé morta e atitudes pecaminosas.

No livro de Gênesis, vemos dois irmãos que trouxeram cada qual, uma oferta ao Senhor. O sacrifico de um deles foi rejeitado, o do outro louvado. Estamos falando de Caim e Abel.

Caim e a sua oferta, que era do fruto da terra, não foram aceitos (Gn 4.3).

Abel e a sua oferta, que era dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura, foram aceitos pelo Senhor (Gn 4.4).

Alguns dizem que Deus rejeitou a oferta de Caim porque estas simbolizam as obras do homem carnal; enquanto que a oferta de Abel representa o sacrifício de sangue.

No entanto, a própria Bíblia declara o real motivo de a oferta de Caim ser rejeitada e a de Abel ter sido aceita. O problema não era a qualidade da oferta, mas sim a qualidade do ofertante.

A Bíblia diz que logo após a rejeição de sua oferta, Caim irou-se e descaiu-lhe o semblante. O Senhor falou com Caim, dizendo-lhe as seguintes palavras: “Por que te iras-te? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.6-7).

Fica então comprovado que o problema não era a oferta de Caim, e sim, o caráter de Caim. O apóstolo João também assevera isso, dizendo que as obras de Caim eram más, e as de seu irmão, justas (1 Jo 3.12).

Assim, vemos que a oferta que agrada a Deus é aquela proveniente de um coração justo e de uma vida agradável ao Senhor.

O escritor da carta aos Hebreus diz que, pela fé, Abel ofereceu a Deus maior (melhor) sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela (pela fé), depois de morto, ainda fala (Hb 11.4).

Destarte, a Bíblia diz que Abel ofereceu um melhor sacrifício por causa da sua fé. E aqui, com certeza, não temos uma fé sem obras, que é morta (Tg 2.26), mas sim, uma fé demonstrada numa vida de obras que honram a Deus. Abel era justo não apenas por causa das suas obras, mas também por causa do seu caráter e bom testemunho, decorrentes da sua fé em Deus.

Outro exemplo de obras que não são perfeitas em Deus vemos no caso dos sacerdotes judeus, que foram repreendidos pela mensagem do profeta Malaquias.

Esses sacerdotes chamavam a Deus de Pai e de Senhor, mas não O honravam, e ainda, desprezavam o Seu nome. Quando eles perguntavam em que desprezavam o nome do Senhor, receberam a resposta de que eles faziam isso por causa das suas atitudes, ou seja, seu descaso quando ofereciam para Deus (Ml 1.6-12).

A Bíblia diz que esses sacerdotes ofereciam pão imundo sobre o altar divino. Também apresentavam ao Senhor animais cegos, defeituosos e enfermos (Ml 1.7-8). Eles não davam a honra devida ao Senhor, pois diziam que a mesa do Senhor era impura e ficavam com a melhor parte da oferta que era trazida pelo povo. Ofertavam apenas o pior para Deus, isto é, o que não queriam. Assim, exerciam a obra do Senhor relaxadamente (Jr 48.10). Para esses sacerdotes, importava apenas a exterioridade e a formalidade do culto a Deus.

Na época do Seu ministério, Jesus condenou o culto formal e hipócrita dos fariseus e escribas. Acerca deles, disse: “Este povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mt 15.8-9).

Será possível que estejamos cultuando a Deus em vão?

Sim, se a nossa adoração for apenas exterior e formal.

A Bíblia diz que tem dois tipos de homem que Deus procura:

1) Deus procura os fiéis da terra (Sl 101.6);

2) Deus procura os verdadeiros adoradores (Jo 4.23).

É evidente que se trata do mesmo tipo de pessoa, pois o servo fiel a Deus é um verdadeiro adorador.

Amados, não esqueçamos que Deus vê o coração e não o exterior. Portanto, sejamos fiéis e sinceros, e assim, as nossas obras serão consideradas perfeitas em Deus.

sábado, 2 de abril de 2011

A PARÁBOLA DA PÉROLA DE GRANDE VALOR (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)


"O reino dos céus é semelhante ao homem negociante que busca boas pérolas; e, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a"(Mateus 13.45-46).







1 - O homem negociante que busca boas pérolas: é o servo do Senhor que busca os valores espirituais para a sua vida. Sua busca revela a sua persistência e diligência em alcançar o seu objetivo. É a constante procura da benção pelo filho de Deus (Mt 7.7-8);

2 - A pérola de grande valor: é a grande meta e valor espiritual da busca do servo de Deus, o qual quer crescer na vida espiritual e assim ter comunhão mais íntima com Deus. A pérola de grande valor representa a plenitude do Espírito Santo na vida do cristão, através dos dons e do fruto do Espírito, que Deus concede ao crente que busca ser usado pelo Senhor (1 Co 12.1-11; Gl 5.22);

3 - A formação de uma pérola: quando um grão de areia ou qualquer outro pequeno resíduo penetra dentro de uma ostra, a ferindo-a, este molusco então libera uma secreção que ao envolver o grão de areia, por exemplo, forma uma pérola. Quanto maior for a secreção (conhecida como "lágrima da ostra"), maior será a pérola que será formada.
Da mesma forma, quanto mais lágrimas o servo de Deus derrama aos pés do Senhor na sua busca, mais consolo, ajuda e bençãos divinas ele receberá (Sl 126.5-6; Ap 21.4);

4 - O homem negociante vendeu tudo quanto tinha: representa a renúncia e humilhação do servo diante do Senhor. Nesse processo também significa a mudança de vida, "vendendo", ou seja, deixando tudo o que desagrada a Deus e que o impede de receber e usufruir o grande tesouro espiritual: a plenitude do Espírito em sua vida. A renúncia é um elemento de vital importância na aquisição dos valores espirituais (Mt 16.24-25; Lc 18.29-30);

5 - E comprou-a: representa a aquisição e a posse da benção buscada. Essa aquisição e posse somente é concretizada após a abnegação, renúncia e mudança de comportamento, que são atitudes que devem acompanhar a procura do crente (1 Pe 5.6-7).


quarta-feira, 23 de março de 2011

TUDO, na Bíblia (Pesquisado por Sidcley Rodrigues do Amaral)

1. TUDO pode ser recebido pela oração (Mc 11.24)

2. TUDO é possível ao que crê (Mc 9.23)

3. TUDO o que Deus promete, se cumpre (Js 21.45)

4. TUDO quanto o justo faz, prospera (Sl 1.3)

5. TUDO Deus executa por nós (Sl 57.2)

6. TUDO tem o seu tempo certo (Ec 3.1)

7. TUDO é possível para Deus (Mc 10.27)

8. TUDO o que Jesus disser devemos fazer (Jo 2.5)

9. TUDO que dantes foi escrito, para o nosso ensino foi escrito (Rm 15.4)

10. TUDO devemos fazer por causa do Evangelho (1 Co 9.23)

11. TUDO devemos fazer para a glória de Deus (1 Co 10.31)

12. TUDO sofre, TUDO crê, TUDO espera, TUDO suporta (1 Co 13.7)

13. TUDO se fez novo, em Cristo (2 Co 5.17)

14. TUDO Deus criou (Ef 3.9)

15. TUDO Deus fará se confiarmos nEle (Sl 37.5)

16. TUDO podemos em Cristo que nos fortalece (Fp 4.13)

17. TUDO é puro para os que são puros (Tt 2.7)

18. TUDO o que há no mundo, não vem do Pai, mas sim do mundo (1 Jo 2.16)

19. TUDO Deus opera em todos (1 Co 12.6)

20. TUDO deve ser feito com decência e ordem (1 Co 14.40)

"Quanto ao mais, irmãos, TUDO o que é verdadeiro, TUDO o que é honesto, TUDO o que é justo, TUDO o que é puro, TUDO o que é amável, TUDO o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A CORREÇÃO DO SENHOR: Deus nos trata como filhos (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)




Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te (Ap 3.19).




A repreensão e a disciplina de Deus não significam que Ele está nos rejeitando. Pelo contrário, significa que Ele nos ama e quer o nosso bem. Senão, vejamos:

1) A Bíblia diz que somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com o mundo (1Co 11.32);

2) A Bíblia diz que o Senhor corrige ao que ama (Hb 12.6).

O texto bíblico que inicia esta mensagem faz parte da mensagem de Cristo à igreja da cidade de Laodicéia. Sim, aquela mesma igreja que Jesus qualificou seu dirigente de ESPIRITUALMENTE estar "desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" (Ap 3.17). A mesma igreja que não era "fria ou quente", era morna (Ap 3.16-17).

A igreja em Laodicéia estava sendo severamente reprovada pelo Senhor, mas ainda assim, Ele ama essa igreja. Ele mesmo afirma que repreende e castiga a todos quantos ama.

Sabe por que o Senhor Jesus repreendeu a igreja de Laodicéia? O fez não porque a queria excluir do seu amor e cuidado. Pelo contrário, Jesus a repreendeu por causa do amor e cuidado que tinha para com cada um dos seus membros.

O escritor aos Hebreus magistralmente discorre sobre a finalidade da disciplina e correção do Senhor, e nos ensina que se somos corrigidos é porque Deus nos trata como filhos. Ou seja, a correção do Senhor em nossas vidas é um sinal de que somos filhos de Deus, pois como disse o sacro escritor: "Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há que o pai não corrija?" (Hb 12.7).

De forma inversamente proporcional a Bíblia também diz que "se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos" (Hb 12.8).

Destarte, a disciplina e correção do Senhor em nossas vidas são uma garantia de que fazemos parte da família divina, de que somos dEle e Ele tem cuidado e zelo por nós.

Nunca pense que você está separado do amor de Deus. Nem nós mesmos podemos ser capazes de nos excluírmos deste amor. Nada pode nos separar do amor de Deus! (Rm 8.39).

Lembre-se de que Deus amou todo o mundo de tal maneira (Jo 3.16). Ele ama o pior dos pecadores, o mais cético dos ateus e o mais obstinado dos infiéis. Podemos até rejeitar esse amor e apostatar a nossa fé, porém Deus sempre está chamando o pecador ao arrependimento.

O Senhor diz para a comunidade cristã de Laodicéia ser zelosa e se arrepender. Não adianta ser apenas zeloso pela a obra de Deus se nos ufanamos pelo que fazemos. Nesse caso, é necessário primeiramente arrepender-se da soberba e do orgulho que leva à cegueira espiritual.

A igreja de Laodicéia não se julgava cega ou morna, antes se considerava abastada e auto-suficiente (Ap 3.17). Não podia com toda a sua tradição e soberba enxergar seu próprio estado espiritual. Mas o Senhor lhe disse: "sê zeloso e arrepende-te" (Ap 3.19).

O verdadeiro zelo para com Deus nos leva a sermos vigilantes e a nos examinarmos a nós mesmos a fim de se verificar se ainda permanecemos na fé. Isso não é algo para se fazer somente antes de participarmos da Ceia do Senhor (1 Co 11.28), mas que devemos fazer sempre: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (2 Co 13.5).

Este é o zelo que Deus quer do seu povo. Se errarmos, devemos nos arrepender, o que nos leva a confessar e deixar o pecado (Pv 28.13). Isso é que é ser um povo zeloso de boas obras (Tt 2.14).

Amado leitor, se você sente que está passando pela correção do Senhor, não desanime. "E já vos esqueceste da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido" (Hb 12.5).

Se você sente pesar por ter desagradado a Deus devido a algum pecado cometido, saiba que "a benignidade de Deus te leva ao arrependimento" (Rm 2.4).

Jesus é o nosso Advogado quando pecamos (1 Jo 2.1). Ele está pronto para perdoar e restaurar o arrependido: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça" (1 Jo 1.9).

O plano de Deus em tua vida continua em andamento. É por isso que você é alvo da disciplina e correção divinas. O Senhor não desistiu de você.

Sujeite-se à correção e instrução do Senhor, e continue fazendo a Obra dEle, pois grande é o que Deus tem para ti!

Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes seja sarado (Hb 12.12-13).