quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

AMAR MAIS A OBRA DE DEUS OU O DEUS DA OBRA? (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)


Muitos servos de Deus aparentam ser dedicados mais à Obra do Senhor do que ao próprio Senhor.

No entanto, nosso compromisso com o trabalho do Mestre deve ser acompanhado com nosso amor e entrega diária a Ele.

Um teólogo chamado J. Blanchard certa vez escreveu o seguinte pensamento: "A adoração vem antes do serviço, e o Rei, antes dos negócios do Rei" (grifo nosso).

Na Bíblia há uma história que nos ensina que, embora o serviço do crente para Deus seja importante, primordial será sempre o nosso amor e devoção para com o Senhor.
E a história é a seguinte: Certa vez, Jesus ao chegar a Betânia, se hospedou na casa de duas irmãs, Marta e Maria. A primeira mostrou-se, de imediato, diligente e solícita para com o Mestre, atarefando-se nos afazeres domésticos, provavelmente para melhor acomodar e alimentar a Jesus e seus apóstolos. Maria, porém, ficou assentada aos pés do Senhor, ouvindo a Sua palavra. Marta, que estava fazendo todo o trabalho do lar, então rogou ao Mestre para que Ele dissesse a Maria para ajudá-la. Entretanto, a resposta do Senhor foi: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc 10.38-42).

A lição espiritual que depreendemos dessa história é a de que Deus primeiramente quer que nos entreguemos a Ele, para assim, fazermos a Obra dEle.

Será que estamos tão ocupados com a agenda de trabalhos na nossa igreja local que não temos tempo de buscarmos a face do Senhor em oração e consagração individual? Faça como Maria, escolha a melhor parte!

Sejamos zelosos com a Obra de Deus, mas que nunca esqueçamos de conservarmos a simplicidade, a fé, o amor,o fervor espiritual e o anseio pela presença do Senhor em nossas vidas.


Para fazermos a Obra de Deus precisamos da ajuda dEle. Afinal, o próprio Senhor nos disse: "sem mim nada podereis fazer" (João 15.5)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DEUS SEMPRE ESTÁ CONOSCO


Você conhece o rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha durante toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado..
Ele pode ouvir toda espécie de barulho..
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele não remove a venda .

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente.....
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

domingo, 28 de novembro de 2010

O QUE É SER CRENTE HOJE EM DIA?


Amados, tomei a liberdade de reproduzir um texto que li no Blog do Pastor Ciro Sanchez Zibordi. É um texto escrito por um Pastor batista, que retrata de forma coerente e categórica a situação das igrejas evangélicas no Brasil. Melhor dizendo: o que é que significa ser crente nos dias de hoje. Leiam e reflitam.

“AINDA SOU DO TEMPO"

Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um "trabalho profissional", mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa "roupa de missa", "roupa de igreja". Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: "foi na cruz, foi na cruz", "andam procurando a razão de viver"; "Porque Ele vive, posso crer no amanhã", "Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar", "O Senhor da ceifa está chamando"; "Jesus, Senhor, me achego a ti", "Santo Espírito, enche a minha vida", "Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou", etc. Não copiávamos os "hits" estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era "dançante"; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.

E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

Hoje é moda ser crente, ou melhor, "gospel". Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores "viram crentes" pra vender seus CD's encalhados, pois o "povo de Deus" compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.

Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)

Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é "bitolado, babaca ou retrógrado". Garotas usam suas mini-saias dos "rebeldes" e exibem umbigos cheios de "piercings", estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é "novo convertido", ou é "beato". É típico encontrarmos pastores dizendo aos "engravatados": "Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?" E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de "glórias", "aleluias", "no trono", "te exaltamos", "o teu poder", etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos "de Deus" (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de "louvor", meia hora de "ofertas" e quinze minutos de "pregação", ou meia hora de "palavra profética e apostólica". Que desgraça!

Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do "Pastor fulano", com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar "piercing" para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo "pega! pega! pega!", como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: "Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!"

Que Deus tenha piedade de nós.”

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
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domingo, 31 de outubro de 2010

SACERDOTES DO SENHOR (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)

De acordo com a Antiga Aliança, o sacerdócio e a realeza eram separados. Entretanto, na Nova Aliança, somos todos feitos reis e sacerdotes na pessoa de nosso Senhor. Enquanto que no Antigo Testamento, o sacerdócio era restrito a uma minoria qualificada (a tribo de Levi, especificamente a casa de Arão), agora, por meio de Jesus, todo crente é constituído sacerdote para o serviço de Deus (Hb 10.19-20; Ef 2.19).
Como sacerdotes, devemos oferecer a Deus sacrifícios espirituais (1Pe 2.5). Esses sacrifícios não têm por objetivo justificar o crente, pois a nossa justificação vem pela fé (Rm 5.1) e pelo sangue de Jesus (Rm 5.9). Na verdade, como sacerdotes de Deus, devemos oferecer sacrifícios espirituais que são demonstrações do nosso caráter cristão.
Segundo a Bíblia, podemos enumerar como sacrifícios espirituais:
1) a oração (Sl 141.2);
2) o louvor (Hb 13.15);
3) o nosso corpo (Rm 12.1);
4) a benevolência (Hb 13.16);
5) a retidão (Sl 4.5);
6) o espírito humilhado (Sl 51.17).
Outrossim, a Bíblia mostra que nós somos reis constituídos por Deus. Aquele que vencer com Cristo tem a promessa de reinar com Ele e sentar com Ele no trono (Ap 3.21; 20.6).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE A MORTE E O INFERNO (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)



"E ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último;e o que vive; fui morto, mas eis que aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno." (Apocalipse 3.18)


Amados irmãos, Jesus tem as chaves da morte e do hades. Destarte, Ele tem autoridade sobre o poderio satânico e tem poder sobre o império da morte. A Bíblia diz que Cristo pela sua morte, derrotou aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo (Hb 2.14). Em todo o mundo, há na atualidade, centenas de “igrejas” satânicas que adoram ao Diabo e apregoam que Jesus foi vencido quando morreu na cruz. Quão enganados estão, pois a morte de Cristo, na verdade, decretou a derrota do inferno. Ao morrer, Cristo não foi vencido pelo Diabo, pelo contrário, ao morrer na cruz, Jesus despojou e derrotou todos os principados e potestades satânicas, os humilhou publicamente e deles triunfou na cruz! (Vide Cl 2.15). A morte de Cristo representa a mais completa derrota sofrida pelo Diabo e seus seguidores. E para a humanidade perdida, a morte de Cristo na cruz do Calvário é “o castigo que nos traz a paz” (Is 53.5). Cristo, com sua morte, venceu o Diabo.
A Bíblia diz que o Diabo tinha o poder da morte, não tem mais! Cristo venceu o Diabo, e libertou todos aqueles que, por medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão (vide Hb 2.15). Quantos nesse mundo têm medo de morrer! Têm medo da morte porque não sabem o que lhes aguarda no além-vida. Outros têm medo da morte porque são materialistas e pensam que a existência se extingue com o fim da vida. Jesus, no entanto, livra o homem do medo da morte. Dá ao homem uma esperança que não morre!
No mundo, há um adágio que diz: “A esperança é a última que morre”. De fato, "a esperança do ímpio perecerá" (Jó 8.13). Todavia, na Bíblia, há um provérbio (adágio) divino e maravilhoso que ultrapassa os limites humanos e efêmeros, que diz: “O justo até na sua morte tem esperança” (Pv 14.32). Quão grande é a esperança do cristão! Não é uma esperança terrena, vazia e transitória. A esperança do cristão vai além da morte, pois é uma esperança viva (1 Pe 1.3).
Mas isso não é tudo. A obra salvadora de Cristo não era apenas morrer por nossos pecados (1 Co 15.3-4). Cristo morreu por nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação (Rm 4.25). A Bíblia diz que Deus o ressuscitou, quebrando os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela (At 2.24). A morte não podia reter o Senhor da Vida! Cristo ressuscitou! (1 Co 15.20). Não está mais no túmulo, “Ele ressuscitou” (Mc 16.6).
Ao ressuscitar, Jesus quebrou definitivamente a cadeia da morte, pois Ele jamais morrerá novamente. Assim, Jesus tem poder sobre a morte, isto é, tem as chaves da morte e pode dar vida eterna ao que nEle crer.
Interessante é que na Bíblia há vários casos de ressurreição dentre os mortos, porém, esses casos não tratava-se de uma ressurreição definitiva, pois os ressuscitados voltaram a morrer, como é o caso do filho da mulher sunamita, de Lázaro etc. Jesus é o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer, e no dia do arrebatamento da Igreja os que morreram em Cristo também ressuscitarão para a vida eterna. Portanto, Jesus venceu a morte, e pode garantir ao Seu povo a mesma vitória!
No dia do arrebatamento da Igreja, todos os remidos dirão: “Onde está, ó inferno, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15.55). Diremos: “Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Co 15.57). Quando ressuscitou, Jesus não apenas venceu a morte, mas provou que Ele é tudo aquilo que disse ser: o Filho de Deus, o Salvador do mundo, o único Caminho que leva a Deus e o Doador de vida eterna! Jesus é o conquistador da morte!

A PROMESSA DE VENCER A MORTE (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)


Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.

Esta é uma das maiores promessas da Bíblia! Deus amou o mundo de tal maneira e enviou a Jesus, justamente para nos livrar da segunda morte (Jo 3.16). Mas o que é a segunda morte?

As Escrituras Sagradas falam de três tipos de morte:

1) Morte física: é a morte do corpo, na qual separa-se a parte imaterial e a parte material do homem. O corpo vai à sepultura (Sl ); a alma do justo vai para o paraíso (Lc 23.43) e a alma do ímpio vai para o Hades (Lc 16.23); o espírito volta para Deus que o deu (Ec 12.);

2) Morte espiritual: é a morte da alma por causa do pecado (Rm 7.11). É um estado de separação de Deus (Is 59.2); o pecador está morto em delitos e pecados (Ef 2.1);

3) Morte eterna: ocorre após a primeira morte, que é a morte física. Esta é a segunda morte (Ap 22.15), a qual significa que o ímpio estará para sempre separado da presença de Deus. É de fato, o castigo eterno, destinado a todos os que durante a vida terrena continuamente rejeitaram a graça e o perdão de Deus. Esses sofrerão o dano da segunda morte, que é a eterna separação da presença de Deus e a punição eterna do Lago de Fogo (Ap 20.14-15).

Amados, louvemos ao nosso Deus, pois os servos fiéis ao Senhor não receberão o dano da segunda morte. Destarte, fiquemos com a promessa de que "nenhuma condenação há para quem está em Cristo, os quais não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.1).

AS DUAS RESSURREIÇÕES (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)


Quando Jesus ressuscitou, ele tornou-se “as primícias dos que dormem” (I Co 15.20), ou seja, foi o primeiro a ressuscitar com um corpo glorificado, que jamais provaria a morte novamente. A palavra ressurreição vem do grego anastasis [anastasis] e significa “tornar à vida”. Fazemos parte da corrente teológica de que Cristo iniciou a “primeira ressurreição”.

Escatologicamente, as Escrituras falam que haverá duas grandes ressurreições: a primeira, dos justos; e a segunda, dos ímpios (Dn 12.2; Jo 5.28-29).

A primeira ressurreição subdividi-se em três momentos ou fases, as quais correspondem às etapas da colheita de trigo no antigo Israel:

- A primeira fase, “as primícias dos que dormem”, ocorreu quando Cristo ressuscitou dos mortos (1 Co 15.20). Nessa ocasião, muitos santos do Antigo Testamento ressuscitaram também, depois dEle. (Mt 27.52-53). Essa primeira fase é semelhante ao primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12);

- A segunda fase, “a grande colheita”, ocorrerá quando Cristo vier arrebatar a sua Igreja. Nessa ocasião, os mortos em Cristo ressuscitarão e serão arrebatados juntamente com os crentes fiéis que estiverem vivos (1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.14-18). Essa fase corresponde à grande colheita de trigo (Lv 23.10-22);

- A terceira fase, “as respigas da colheita”, é a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação, ou seja, é a ressurreição daqueles que serão mortos no período sombrio da Grande Tribulação por não negarem a fé em Jesus e não aceitarem a marca da besta (Ap 6.9-11; 7.9-17; 20.4-6). Essa fase corresponde ao restolho da ceifa, as respigas da colheita (Lv 23.22).

Em contrapartida, a segunda ressurreição, como já escrevemos, é a ressurreição dos mortos ímpios. Diferente da primeira ressurreição, a ressurreição dos injustos se dará em um único momento. Ocorrerá somente ao fim do calendário escatológico deste mundo, pois se dará no dia do Juízo Final (Ap 20.11-15).

Amados irmãos, oremos e vigiemos para que em nós se cumpra a bem-aventurança dos justos ressuscitados: "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos" (Ap 20.6).