sábado, 31 de março de 2012

O LIVRO DO APOCALIPSE: UMA ANÁLISE A PARTIR DO SEU PRIMEIRO VERSÍCULO (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)







Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo.
(Apocalipse 1.1)







O livro do Apocalipse adequadamente se inicia com a palavra revelação. Esse termo vem da palavra grega apokalupsis, que literalmente significa “tirar o véu”.
Em toda a narrativa sagrada o nosso Deus apresenta-se como um Deus de revelação (Dt 29.29; Rm 1.18-20).
A revelação de Deus é magistralmente descrita nos quatro primeiros versículos da Epístola aos Hebreus, onde se diz que na Antiguidade Deus falou, ou seja, se revelou, muitas vezes e de muitas maneiras através dos profetas, mas que hoje, “nestes últimos dias”, nos fala pelo seu Filho Jesus, o qual é a revelação exata da imagem da pessoa de Deus (Hb 1.1-4).
Pois bem, é o próprio Jesus que destila a revelação dos últimos dias do mundo em que vivemos. Daí a justificativa das primeiras palavras do versículo em foco: “Revelação de Jesus Cristo”.

No livro de Apocalipse, o Senhor Jesus revela o apogeu da escatologia bíblica, a qual, na maioria das vezes, é moderadamente explanada em alguns livros do Antigo Testamento, como Isaías, Ezequiel, Daniel e Zacarias e em algumas passagens do Novo Testamento, tais como o Sermão Profético de Jesus no Monte das Oliveiras (Mt 24-26; Mc 13.1-13; Lc 21.5-36) e várias alusões feitas pelos Apóstolos Paulo e Pedro em suas epístolas (Ex. 1 Ts 4.13-18; 2 Pe 3.1-13).

Numa análise eclesiológica, o livro de Apocalipse trata da esperança da Igreja, isto é, a Segunda Vinda de Jesus. Outrossim, há também o vaticínio de outros grandes eventos escatológicos, tais como a Grande Tribulação, as Bodas do Cordeiro, o Milênio, o Juízo Final etc. Também, além de tratar da vitória de Cristo e da sua Igreja, o livro de Apocalipse versa sobre o destino final da nação de Israel e do mundo gentílico.

Para muitas pessoas, o livro de Apocalipse é uma obra envolta de mistérios, encerrada pelo enigmático. Para outros, Apocalipse é um livro assombroso, repleto de castigos e cólera divina. No entanto, para o crente salvo em Jesus, Apocalipse é o livro da Vitória de Jesus Cristo e de seus redimidos.
Não é um livro enigmático ou misterioso, pois não se trata de uma visão indecifrável, mas sim, de uma revelação.
A revelação é de Jesus Cristo, ou seja, quem desvela a mensagem profética é o próprio Jesus redivivo. Ele, que é o mesmo Cordeiro e Leão de Judá que no capítulo 5 de Apocalipse é digno de abrir o livro selado e de desatar os seus sete selos (Ap 5.1-9).
Devemos atentar que a Bíblia assevera que o livro de Apocalipse é uma revelação aos seus servos. Assim, é uma mensagem dirigida para os servos de Deus que formam sua Igreja. Por isso, o mundo não a entende. Para entender as coisas espirituais é necessário ter o Espírito de Deus em sua vida (1 Co 1.14-16).
Quando o assunto é uma mensagem escatológica a Bíblia ainda diz que “nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn 12.10).
Segundo o livro de Apocalipse, a mensagem revelada são as coisas que brevemente devem acontecer. É necessário que entendamos que a passagem de tempo para o Senhor não corre da mesma maneira de como corre para os homens. Mil anos para o Senhor é como se fossem um só dia. Com isso a Bíblia demonstra que Deus é eterno, sendo que o passado, o presente e o futuro estão diante dEle sem que nada escape da sua presciência e governo. O Senhor é o dono da História do mundo e seus planos serão, no devido tempo, cabalmente cumpridos.
Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia (2 Pe 3.8). Não obstante, no Apocalipse temos uma mensagem profética, cujo cumprimento é inexorável. Os propósitos e desígnios de Deus jamais são frustrados ou adiados, pois Ele é o Senhor do tempo e do espaço, todas as coisas estão sob o controle da sua vontade.
Talvez para nós, seres humanos, Deus pareça tardar, no entanto, o Senhor jamais se atrasa nem chega fora de tempo. A Bíblia diz acerca da vinda de Jesus: “Ainda um pouquinho de tempo aquele que há de vir virá, e não tardará” (Hb 10.37).
O versículo em comento ainda diz que Jesus pelo seu anjo as enviou. A palavra “anjo” vem do grego angelos, e significa “mensageiro”. Na Bíblia, comumente Deus enviar anjos a fim de comunicar grandes revelações (Gn 18.1-15; Jz 13.1-21; Dn 10.1-21; Mt 1.20-21; Lc 1.11-17; 1.26-37; 2.8-15). Segundo as Escrituras, os anjos são espíritos ministradores, enviados por Deus para servir os Seus servos (Hb 1.14).

A revelação divina é entregue a João, seu servo. O Novo Testamento cita quatro pessoas chamadas João:
1) João Batista, filho do sacerdote Zacarias, e que foi o Precursor do Messias (Mt 3.1-12;Lc 1.57-66; 3.1-20);
2) João Marcos, sobrinho de Barnabé, e escritor do segundo Evangelho (At 12.12, 25; 13.5,13; 15.37).
3) João, um parente do sumo sacerdote Anás (At 4.6).
4) João, o Apóstolo, irmão de Tiago e filho de Zebedeu, escritor do quarto evangelho (Mt 4.21; Jo 21.24). É este o escritor do livro de Apocalipse. Uma vez que seu pai, Zebedeu, era casado com Salomé, sendo esta, provavelmente, irmã da mãe de Jesus (Mt 27.56 com Mc 15.40; Jo 19.25), João seria primo de Jesus. Este João e seu irmão Tiago foram chamados por Jesus de Boanerges, que significa “Filhos do trovão” (Mc 3.17). O evangelista João é comumente chamado pelos comentaristas da Bíblia de “o Apóstolo do amor”.
Apesar da esmagadora maioria de estudiosos da Bíblia dar os créditos da escrita ao quarto evangelista, alguns teólogos acreditam que o escritor do livro de Apocalipse pode não ser o mesmo João, pois apontam diferenças no estilo e na linguagem empregados em relação ao Evangelho que lhe é atribuído. Todavia, ficamos com a posição conservadora que considera que o mesmo João escreveu ambos os livros. Os pais da Igreja Justino Mártir (cerca de 140 d.C.), e Irineu (cerca de 180 d.C.), sucessores dos apóstolos, atribuem a autoria de Apocalipse ao evangelista João, o qual escrevera o livro, provavelmente no ano 96 d.C., durante o reinado do Imperador romano Domiciano.
Enfim, amados, o livro do Apocalipse é uma obra literária divina que deve ser lida e estudada por todos os que amam a Palavra de Deus. É um livro que nos garante uma bem-aventurança em sua leitura, audição e prática.

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo (Ap 1.3).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A MENTE DE CRISTO (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)







Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

(1 Coríntios 2.16)









Amados, desta feita vamos comentar e refletir um pouco sobre o que o apóstolo Paulo queria dizer com a expressão “temos a mente de Cristo”.

Para termos a mente de Cristo em nós, o primeiro passo é estarmos ligados ao corpo de Cristo, isto é, a Igreja.

Toda base de relacionamento com Deus somente poderá ser alicerçado quando saímos para fora ("ekklesia", igreja em grego) do mundo e ingressamos no corpo de Cristo. Isso implica em ter comunhão com os membros do corpo e com Aquele que é a cabeça do corpo. Assim sendo, ter a mente de Cristo é estar em Cristo e em comunhão uns com os outros (1Jo 1.7).

Outrossim, ter a mente de Cristo é estar sob o senhorio de Cristo, a cabeça do corpo. Como alguém poderá dizer que tem a mente de Cristo se não pratica o que está na mente de Cristo e não obedece à voz de Cristo? Se alguém ama a Cristo obedece aos seus mandamentos (Jo 14.21; 15.23).

Ter a mente de Cristo é estar na dependência e no domínio do Espírito Santo, que é quem dá vida ao corpo. Ser guiado pelo Espírito de Deus é uma característica fundamental de todo aquele que é filho de Deus (Rm 8.14).

Ter a mente de Cristo é amar quem Cristo ama, isto é, a todas as pessoas, sejam agradáveis ou agressivas. É falar como Cristo (com amor), sentir como Cristo (com amor), sofrer como Cristo (por amor), viver como Cristo (pelo amor). O amor é o sinal distintivo do discípulo de Cristo (Jo 13.35; Fp 2.5).

Ter a mente de Cristo é ansiar o que Cristo anseia, e o que Ele anseia é que a Igreja esteja com Ele para sempre (Jo 17.24). Todos os que têm a mente Cristo anseiam pela sua segunda vinda e clamam: “Maranata, ora, vem Senhor Jesus!” (2Tm 4.8; 1Co 16.22; Ap 22.20).

Enfim, ter a mente de Cristo é pensar nas coisas de cima e não nas coisas da Terra (Cl 3.1-2); é suportar e perdoar aqueles que nos ofendem (1 Pe 2.23); é não tolerar o pecado e o erro, mas nunca deixar de amar quem erra (Jo 6.37). Precisamos do auxílio do Senhor Jesus forjando nossas mentes e corações para que possamos viver desta forma. Afinal, foi Ele mesmo quem disse: "Sem mim, nada podereis fazer" (Jo 15.5b).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

OBEDECER É MELHOR DO QUE SACRIFICAR (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)






"Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros"
(1Sm 15.22)










O Senhor tem nos chamado para a obediência da fé (Rm 1.5). Isso significa que uma das marcas de uma pessoa fiel a Deus é uma vida de obediência. Na verdade, a obediência é o atestado da fé, pois a Bíblia diz que “pela fé, Abraão...obedeceu” (Hb 11.8a).

O esforço e a dedicação não compensam a falta de obediência aos preceitos divinos. Não adianta ser esforçado e diligente na Obra de Deus e mesmo assim ser infiel e desobediente aos ditames das Escrituras Sagradas, pois quando se está na prática do pecado “todos os nossos atos de justiça são como trapo de imundícia” (Is 64.6).

Outrossim, alguém pode estar fazendo a Obra não para a glória do Senhor, mas sim para sua própria glória, ou seja, para se auto-apresentar e receber aplausos e benefícios dos homens. Ora, isso também é desobediência, pois tudo que fizermos deve ser feito para que o nome do Senhor cresça e seja glorificado e não o nosso próprio nome ou ministério (Jo 3.30; 1Co 10.31).

Resultados positivos do nosso ministério também não compensam a falta de obediência à Palavra de Deus. Devemos lembrar a advertência do Senhor Jesus, que disse: “Muitos me dirão naquele Dia: ‘Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.22-23).

Observemos que, conforme o texto supracitado, os mesmos obreiros que em nome do Senhor faziam maravilhas também viviam na prática da iniqüidade, ou seja, viviam em desobediência.
De fato, é possível que muitas maravilhas sejam operadas pela misericórdia de Deus em resposta à fé dos ouvintes e em cumprimento da Palavra e dos propósitos de Deus ainda que o portador da mensagem não seja um obreiro fiel. Um exemplo disso é o profeta-mercenário Balaão que foi tomado pelo Espírito Santo para abençoar a Israel e, na ocasião, profetizou acerca do Messias como sendo a Estrela de Jacó (Nm 23.5-24; 24.2-17). E o que dizer de Saul, que perseguindo a Davi também profetizou? (1Sm 19.23-24). Todos sabemos o triste fim desses homens que morreram na prática da desobediência.

Aliás, o rei Saul é o maior exemplo de que fazer qualquer coisa para Deus sem obedecê-lo não tem valor algum nem aprovação divina. A Bíblia narra que após deixar de cumprir a ordem do Senhor, Saul tentou compensar o erro da desobediência ofertando sacrifícios para Deus, no entanto, esta foi a mensagem do Senhor: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a Palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1Sm 15.22-23).

Muitos estão buscando ser abençoados e querem alcançar o favor divino através de ofertas, campanhas e desafios financeiros. Porém se esquecem ou não sabem que a garantia para sermos plenamente abençoados está em se obedecer aos mandamentos de Deus.

O capítulo 28 do livro de Deuteronômio é taxativo e categórico ao condicionar as bênçãos divinas à obediência aos mandamentos do Senhor (Dt 28.1-14). Não obstante, logo em seguida a Bíblia descreve os castigos e maldições decorrentes da desobediência aos preceitos de Deus (Dt 28.15-28).

O apóstolo Paulo nos admoesta em seus escritos: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência (Ef 5.6); e “pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Cl 3.6).

Amados, obedecer é melhor do que sacrificar. Que sejamos fiéis ao Senhor em tudo, obedecendo a sua Palavra e assim tornando nossas ações agradáveis a Deus.

sábado, 24 de dezembro de 2011

QUAL A DATA EM QUE JESUS NASCEU? A BÍBLIA INDICA! (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)






"E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade"


(João 1.14)






Em praticamente todo o mundo dito cristão é celebrado no dia de hoje, 24 de dezembro, a véspera do Natal, ou seja, do nascimento de Jesus Cristo.


No entanto, não é possível sabermos com exatidão a data em que Jesus nasceu, pois isso nunca foi registrado nas Escrituras Sagradas. Todavia, a Bíblia nos dá indícios em relação à provável época do nascimento de Cristo.

Sabemos que o dia 25 de dezembro jamais poderia ser a data exata nem ao menos a data aproximada em que Jesus nasceu e isso por várias razões:


- Na noite em que Jesus nasceu havia pastores apascentando suas ovelhas no campo (Lc 2.8), o que seria impossível se Jesus tivesse nascido em 25 de dezembro (mês de TEVÊT no calendário judaico), pois nessa época seria inverno na Judéia e as noites eram extremamente frias;



- É amplamente conhecido e divulgado que na data de 25 de dezembro, no antigo calendário romano pagão, era celebrada a festividade pagã denominada Saturnália, referente ao nascimento ou vinda da divindade romana "Sol Invictus" (natalis solis invictus). A igreja de Roma, no quarto século da era cristã, convencionou essa data para ser a do nascimento de Cristo a fim de agradar e atrair os pagãos para o Cristianismo;



- Jesus foi concebido no ventre de Maria seis meses depois da concepção de João Batista (Lc 1.36). A mãe de João Batista só ficou grávida após seu marido Zacarias cumprir o seu turno sacerdotal (Lc 1.23-24);



- Segundo o Antigo Testamento, havia 12 turnos sacerdotais durante o ano(1 Cr 24.7-18). A cada mês judaico revezavam dois turnos. O oitavo turno era o de Abias (1 Cr 24.10);



- O sacerdote Zacarias, pai de João Batista, ministrava no templo pelo turno de Abias (mês de TAMUZ no calendário judaico), que corresponde ao fim de junho e início de outubro do nosso calendário.



- Se João Batista foi concebido no mês de TAMUZ, então, seis meses depois, Jesus foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ou seja, Jesus foi concebido no mês de TEVÊT (que no nosso calendário corresponde ao fim do mês de dezembro e início de janeiro).



- ATENÇÃO: Jesus não nasceu entre o fim de dezembro e início de janeiro, e sim foi GERADO no ventre de Maria por essa época.



Destarte, chegamos a seguinte conclusão: se o período de gestação foi normal, ou seja, de nove meses, então Maria somente poderia ter dado à luz a Jesus no mês judaico de TISRI (que corresponde ao fim do mês de setembro e início de outubro do nosso calendário)!



No mês de TISRI é comemorada a Festa dos Tabernáculos pelos judeus (no início do nosso mês outubro). Na Bíblia, a Festa dos Tabernáculos é uma das três principais festas instituídas por Deus através de Moisés (Lv 23) e relembra a época em que Deus protegia a Israel pelo deserto e o povo morava em tendas ou barracas após a saída do Egito.



Em outro aspecto (principal), a Festa dos Tabernáculos também celebrava a habitação de Deus no meio do povo quando descia ao tabernáculo construído por Moisés no deserto (Ex 40.34-38).



Jesus mui provavelmente nasceu no mês de TISRI na época da Festa dos Tabernáculos. Por causa do alistamento obrigatório do decreto de César Augusto, José e Maria deveriam estar em sua cidade natal, isto é, Belém de Judá (Lc 2.1-7). Por isso não estavam em Jerusalém durante a festa.



Amados irmãos, creio que não existem coincidências nas coisas de Deus. Jesus ao nascer durante a Festa dos Tabernáculos cumpre de forma magistral seu título EMANUEL, isto é, Deus conosco (Is 7.14; Mt 1.23).



E igualmente impressionante é quando examinamos o que diz João 1.14: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós".



No texto original, em grego, o verbo "habitou" é skenoo, que significa literalmente TABERNACULOU.


Destarte, a melhor tradução para João 1.14 é: "E o Verbo se fez carne e tabernaculou entre nós".



Glórias a Deus nas alturas! Que neste Natal, amado leitor, (e em todos os dias do ano) você possa ter a companhia do Senhor Jesus na tua vida e no teu lar!


A promessa Ele já nos fez: "E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28.20).








segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONSELHOS PARA PREGADORES E ORADORES CRISTÃOS (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)

"Somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse"

(2 Coríntios 5.20)







Meus irmãos e irmãs, pregadores e pregadoras do Evangelho: uma vez que grande é o ministério que Deus nos concedeu, em sermos portadores e proclamadores da sua Palavra, devemos ter a consciência de que a mensagem do Senhor deve ser ministrada da forma mais clara e honesta possível, objetivando a expansão do Reino de Deus através da salvação de almas e do crescimento sadio da Igreja do Senhor.

Assim sendo, quero compartilhar dicas, recomendações e conselhos que reputo serem úteis para todos os que receberam o nobre ofício de pregar a Palavra de Deus:


 Nunca comece o sermão dizendo frases como: “Não sou pregador”, “não sou orador”, pois isso soa como falsa modéstia, afinal você só foi convidado para trazer a mensagem porque é reconhecido como tal;
 Nunca termine o sermão pedindo desculpas, pois ao invés de parecer humilde você estará demonstrando insegurança quanto ao que anuncia;
 Olhe para os expectadores, e que o teu olhar transmita a graça e o amor de Deus pelos ouvintes;
 Não mantenha o olhar fixo só numa direção;
 Não fale de olhos fechados;
 Não fale de olhos arregalados;
 Não fale com o dedo em riste o tempo todo;
 Não fique imóvel durante o discurso;
 Gesticule de forma moderada;
 Não permaneça falando numa mesma tonalidade ou altura; aumente o tom da voz nos momentos em que se deve dar ênfase a determinado ponto do sermão;
 Não fique de costas para o seu auditório;
 Não fique lendo o sermão; discurso lido só é razoável em atos solenes e/ou formaturas;
 Fale apenas sobre assuntos que você conhece e domina;
 Não reproduza automaticamente o que outros pregadores dizem: pesquise você mesmo os assuntos de suas preleções para não correr o risco de dizer coisas que diferem do texto bíblico;
 Não imite ninguém; Deus quer te usar do jeito que você é;
 Tenha cuidado para citar corretamente as passagens bíblicas;
 Não cite “versículos” que não estão na Bíblia;
 Não fique a repetir jargões;
 Não mande o auditório ficar repetindo frases o tempo todo;
 Não conte estórias, piadas ou acrescente fatos que não estão na Bíblia;
 Se disser palavras eruditas ou termos teológicos, explique-os logo em seguida;
 Tenha bastante temor e reverência ao falar frases do tipo: “Deus está dizendo...”; “Assim diz o Senhor...”; “Deus está me revelando que tem gente aqui...” – Nunca diga que Deus está falando, se não for o caso;
 Não se utilize de “profecias genéricas”, tais como: “tem uma pessoa aqui desempregada...enferma...com problemas...”; Se Deus te revelar algo, transmita, se não, nunca finja estar recebendo uma revelação divina;
 Não seja sensacionalista, seja autêntico;
 Nunca queira ser um pregador “popstar” ou pregador-celebridade; que o nome de Cristo brilhe mais do que o teu nome;
 Cultive uma vida de comunhão e obediência ao Senhor, com humildade, sabendo e dizendo como o salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Sl 115.1);
 Não confunda avivamento com movimento; avivamento pode ter movimento, mas nem todo movimento é avivamento;
 Tenha em mente que não existe “tarde de avivamento” ou “noite de avivamento” simplesmente porque avivamento não dura uma tarde ou apenas uma noite. Muitas vezes o avivamento autêntico somente é atestado dias depois da mensagem ter sido entregue, quando se verifica uma mudança efetiva e permanente no comportamento das pessoas;
 Não conte as conversões, curas e milagres que Deus realizou como se fossem méritos seus ou troféus para glorificar o teu ministério pessoal;
 Saiba que somente os resultados não são comprovação de que Deus está se agradando do seu ministério; lembre-se de que “naquele Dia”, muitos dirão ao Senhor: "em teu nome... profetizamos...expulsamos demônios...realizamos maravilhas” (Mt 7.22);
 Quando você ficar preocupado com o crescimento do ministério de outros pregadores, cuidado! Está na hora de você rever quais são as suas prioridades;
 Lembre-se de que o machado é emprestado, ou seja, você não terá a mesma unção todos os dias;
 Temos o dever de buscar e orar a face do Senhor, mas nem sempre Deus nos usa da mesma forma;
 Se após a preleção não houver conversões de perdidos, não desanime, pois nem sempre isso acontece. Lembre-se de que Jesus sempre pregava e ensinava com unção e mesmo assim, muitas vezes (vide Evangelhos), havia pessoas que não recebiam sua mensagem ou se convertiam;
 Pregue com convicção; anuncie a mensagem com entusiasmo; fique na expectativa da confirmação divina através de milagres e conversões;
 Tenha o propósito de alcançar os ouvintes com uma palavra de salvação, edificação, exortação ou consolação, pois a mensagem que tem resultados são aquelas que chegam ao coração.


Enfim, saiba que o objetivo do discurso do pregador e do orador cristão não é meramente apresentar uma mensagem, mas sim levar os ouvintes à reflexão, seguida por uma decisão firme e efetiva de mudar comportamentos e atitudes, tudo para a honra e glória de Deus!

domingo, 6 de novembro de 2011

AS TRÊS ÁRVORES (Texto de Autor Desconhecido)





"Mas como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2.9).




Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas, disse: Eu quero ser baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada. A segunda olhou para o riacho e suspirou: Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas. A terceira árvore olhou o vale e disse: Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto, que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos... Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito. E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:"Para que isso?"

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias ao ar, uma jovem mulher colocou seu neném nascido naquele coxo de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo...

A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem levantou e disse ao mar revolto: "Sossegai". E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela, pois fora condenado à morte mesmo sendo inocente. Logo, sentiu-se horrível e cruel, mas no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

As árvores tinham sonhos, mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.

Todos nós temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, eles não coincidem com os planos que Deus tem para nós. E quase sempre somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia. Por isso, é importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele, como um Pai amoroso, sabe o que é melhor, para cada um de nós.

"Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca" (Pv 16.1)




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O DEUS DOS DEUSES E AS DEZ PRAGAS DO EGITO (Escrito por Sidcley Rodrigues do Amaral)






"Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas" (Deuteronômio 10.17)







Em toda a Bíblia, o Senhor Jeová reivindica ser o único Deus verdadeiro (Dt 6.4; Is 42.8; Jo 17.3; Rm 16.27; 1Tm 1.17).

Quando a Palavra de Deus se refere ao Senhor como sendo o Deus dos deuses não está embasando a idéia de que existam outras divindades ou mesmo que haja deuses inferiores no plano real das coisas.

Na verdade, ao mencionar os deuses pagãos, as Escrituras procuram sempre demonstrar a vaidade da idolatria e a superioridade do Senhor como o único Deus (Sl 115.1-8; Is 40.18-31; 44.1-20).

Um fato bíblico interessante ocorre quando o Senhor Deus envia as dez pragas sobre o Egito. O objetivo das pragas não era arrasar a nação egípcia, mas sim glorificar a Deus sobre os falsos deuses a fim de que os egípcios viessem a conhecer o Senhor como o único Deus verdadeiro.

O Senhor declarou a Moisés: "Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles" (Ex 7.5).

De fato, cada uma das dez pragas refutava a pretensa autoridade e divindade dos falsos deuses do Egito. Com esses sinais de juízo, o Senhor Jeová revelava seu supremo poder e a incapacidade dos falsos deuses em intervir em favor dos que os idolatravam. Cada praga humilhava um deus egípcio, como podemos ver:

1ª) Águas tornam-se em sangue: O rio Nilo, que era objeto do culto tornou-se objeto de abominação. O Senhor humilha o deus Haspi, que diziam ser o espírito do Nilo.
2ª) As rãs: O deus Hect (que tinha forma de rã) foi humilhado, pois as rãs se tornaram uma praga para os egípcios.

3ª) Os piolhos: Todos os falsos deuses egípcios foram humilhados, pois não podia entrar no templo pagão quem tivesse piolho.

4ª) As moscas: O Senhor humilha Belzebu, cujo nome significa deus das moscas.

5ª) Pestes nos animais: Humilhados os deuses Mnevis (que tinha forma de boi) e Hator (que tinha forma de vaca); os egípcios adoravam os animais, e agora passam a vê-los mortos.

6ª) Úlceras nos homens e nos animais: Jeová humilha Imotep (deus egípcio da medicina), que não pôde curá-los.
7ª) Chuva de pedras e fogo:Osíris (deus do fogo) não consegue impedir que fogo caia do céu.
8ª) Gafanhotos: Set, o falso deus protetor das colheitas, nada pode fazer para impedir a devastação causada pelos gafanhotos enviados por Jeová.

9ª) Trevas: Rá e Horus (deus-sol) não puderam fazer o sol brilhar durante os três dias de trevas sobre a terra do Egito.

10ª) Morte dos primogênitos: Osíris, o falso deus que os egípcios consideravam como sendo o doador da vida, não pôde ressuscitar os primogênitos.

E era só o dedo de Deus! (Ex 8.19). Realmente, não há Deus maior!

Amados, continuem firmes na fé, sabendo que MAIOR É O QUE ESTÁ EM NÓS do que o que está no mundo (1 Jo 4.4).